Você sabe quanto realmente ganha da sua empresa? Essa parece uma pergunta simples, mas ao longo dos anos trabalhando com empresários de comunicação visual percebi que ela costuma ser muito mais difícil de responder do que parece. Definir o pró-labore para empresas de comunicação visual é um dos pontos financeiros mais negligenciados do setor e um dos que mais impacta a saúde do negócio.
Uma situação bastante comum é ouvir que a empresa não dá dinheiro. Os pedidos entram, a produção acontece, o faturamento existe, mas a sensação continua sendo a mesma: o dinheiro nunca sobra. Embora fatores externos possam influenciar os resultados, muitas vezes o problema principal está em outro lugar: o empresário não tem clareza sobre o que retira da empresa e o que fica no negócio.
O que é Pró-Labore e por que ele Importa na Comunicação Visual
O pró-labore para empresas de comunicação visual é a remuneração formal do empresário pelo trabalho que ele realiza na empresa. Ele é diferente do lucro, que é o resultado financeiro do negócio depois de pagar todas as despesas. Misturar os dois é um dos erros mais comuns e mais prejudiciais que um empresário pode cometer.
Quando o pró-labore não está definido, o empresário tende a retirar valores irregulares ao longo do mês, conforme o caixa permite. Em alguns meses retira mais, em outros menos. Essa prática gera dois problemas sérios: o empresário não sabe exatamente quanto ganha e a empresa não consegue planejar suas finanças com precisão.
Como Definir um Pró-Labore Saudável
Um pró-labore saudável para empresas de comunicação visual precisa considerar dois aspectos: o valor justo pelo trabalho que o empresário realiza na operação e a capacidade financeira da empresa de sustentá-lo. O primeiro ponto exige que o empresário avalie qual seria o custo de contratar alguém para desempenhar as mesmas funções que ele realiza hoje. O segundo exige que a empresa tenha um fluxo de caixa organizado o suficiente para comportar esse pagamento de forma regular.
Na prática, muitos empresários descobrem que estão retirando muito mais ou muito menos do que deveriam. Quando o pró-labore está acima da capacidade da empresa, o negócio sangra. Quando está abaixo, o empresário não consegue manter uma vida financeira estável e acaba misturando contas pessoais com as da empresa.
Pró-Labore e Lucro: Entendendo a Diferença
Um conceito fundamental para qualquer empresário de comunicação visual é entender que pró-labore e lucro são coisas distintas. O pró-labore remunera o trabalho. O lucro remunera o risco e o capital investido. Os dois podem existir simultaneamente, mas precisam ser contabilizados separadamente.
Quando essa separação não existe, o empresário perde a visão real do desempenho da empresa. Pode achar que o negócio está bem quando na verdade está consumindo o que deveria ser reserva. Ou pode achar que está no prejuízo quando, na realidade, está confundindo o próprio salário com custo extra.
Organizar o pró-labore para empresas de comunicação visual é um passo essencial para que o empresário passe a ter uma relação mais saudável com o negócio e para que a empresa passe a ser gerida com base em informações reais, não em percepções.
Separar pró-labore de distribuição de lucros também depende de como essas informações são registradas no financeiro. Um sistema de gestão para gráficas e empresas de comunicação visual ajuda a classificar cada movimentação de acordo com sua natureza, evitando misturar a remuneração pelo trabalho dos sócios com a retirada de resultado. É esse tipo de organização que o Método Atrupe ajuda a estruturar gradualmente, tornando a leitura do financeiro mais confiável.
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